"Quando criança achava aquela história de super herói meio
engraçada. A maioria deles tinha se tornado especial por pura sorte e não por
merecimento: eram ET, tinham sido picados por uma super aranha, tinham sido
expostos a radiações solares e gama ou, simplesmente nascido mutantes. Não
tinha merecimento no que faziam de especial. Um dos poucos que era um cidadão
comum que havia se rebelado contra a injustiça, era multimilhonário, meio louco
e justiceiro. Era um herói um tanto sombrio. E assim foi até que meu pai me
apresentou ao homem e ao mito Nelson Mandela. Fiquei impressionado, mobilizado
mesmo pelas habilidades especiais com as quais quebrava grilhões, derrubava
vilões e opressores, lutava incansavelmente contra a injustiça. Ele usava
inteligência, amor, sabedoria, compreensão e princípios morais. O seu exemplo
cotidiano eram a grande arma do homem comum. Ser comum era o que ele tinha de
mais especial. Sangrava, errava, pedia desculpas, se irritava... Sua liderança
era merecida, conquistada e alcançável por qualquer um. Era isso! Eu tinha
achado um GRANDE HERÓI!! Transformou o mundo. Agora se foi. Que ele permaneça
como fator mutante e contamine a todos nós."
[Eduardo Murad]

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