Mostrando postagens com marcador Crônicas da vida real. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônicas da vida real. Mostrar todas as postagens

sábado, janeiro 22, 2011

Conto de fadas para mulheres do séc. 21



"Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo....den...do!"

"Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu: NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER."

[Ambos de Luís Fernando Veríssimo]

quarta-feira, maio 26, 2010

Falar e Pensar

O cara está em silêncio em seu canto.
A namorada inquieta com o silêncio, pergunta-lhe:
- No que você está pensando?
Ele responde, com todo direito:
- Se fosse para você saber eu estaria FALANDO, não PENSANDO.


(Como dizia meu pai, "quem pergunta o que quer, escuta o que não quer"...)

quarta-feira, abril 14, 2010

Crônicas da vida real - Central de tele-atendimento

Minha amiga Andrea aqui no trabalho liga pro banco para saber do andamento da solicitação de um cartão de crédito corporativo que foi solicitado seguindo as instruções padrão para isso.
Claro que um "atendente de telemarketing atendeu", já que a central para informações é uma central "daquelas" de tele-atendimento...

Eu estava aqui fazendo minhas coisas, mas como o espaço no escritório segue o padrão da maioria das empresas, ou seja: é todo aberto, com estações de trabalho, eu não pude deixar de ouvir a conversa... Ouvindo-a, tive que registrar parte dela...

Logo no começo da conversa a atendente pediu à minha amiga o número do cartão para que ela pudesse verificar no sistema. "Como lhe disse, estou ligando para saber sobre o andamento do um cartão novo que solicitamos, eu não tenho o número do cartão porque ele é novo. Gostaria de saber quando o receberemos. Você não pode fazer uma busca pelo CNPJ da empresa" - disse Andrea. "Não é possível", foi a resposta.

A pessoa que a atendeu não sabia de nada sobre o cartão e lá pelas tantas disse à minha amiga que ela não poderia obter informações sobre o cartão, que teria que ser o titular do cartão ou a pessoa que administra a conta. (Engraçado, porque para fazer a solicitação a Andrea teve permissão do banco.)

No final a moça disse "Para maiores informações entrar em contato com blá-blá-blá" e indicou outro telefone... Eu caí na gargalhada quando minha amiga respondeu: "Tudo bem, e para MENORES informações, posso falar com você mesmo?"...

Situações assim que fazem a gente lembrar de tantas piadinhas que parecem estória mas muitas vezes são histórias de verdade, fazem questionar de fato como podemos contar com o atendimento e serviços nesse país e, por último e infelizmente, fazem a gente rir quando não deveria - já que é um serviço prestado, pago e com o qual contamos e TEMOS QUE lidar com.

Claro que a Andrea teve que delisgar o telefone, e foi muito educada até o final, sem a resposta para sua pergunta e teve que buscar outra maneira de conseguir uma resposta correta/confiável.
(Quanto tempo mesmo a gente gasta com essas coisas???)