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terça-feira, julho 15, 2014

Sons de fundo

Tenho sérios problemas em ficar ouvindo ruídos que pessoas tensas ou com manias tendem a fazer... balançar perna e ranger cadeira com isso, bater com clips na mesa, bater com dedo na mesa etc. Também me dá agonia celular tocando sozinho, sem ninguém que o atenda. Em casa esses sons já são irritantes, no trabalho então, enquanto temos que nos concentrar, é IR-RI-TAN-TE-DE-MAIS!
Aff... Imagina aturar um som específico meeeeeses a fio... todo santo dia, vai-e-vem o mesmo som... tem que ser muito budista e ter muito auto-controle. Não dá! Não cheguei a esse nível de evolução.
(E olha que já dei toque nas pessoas, hein!)
Aí que uma colega do trabalho compartilhou a solução para os meus problemas: NOISLI (http://www.noisli.com).
Você seleciona barulhinhos bons, o volume de cada um deles, mistura mais de um e pronto... Não se escuta mais o barulho chato do clips, ou da roda da cadeira rangendo...
Eu, particularmente, gosto do barulhinho de fogueira bem baixinho junto com som de água na bacia... :-) Ai ai... quase no nirvana.
Bom dia!

terça-feira, novembro 22, 2011

Liberdade e Passes-livre da Vida

Faz tanto que não escrevo aqui, e que não escrevo nada que não seja técnico ou relacionado ao trabalho, que eu acho que perdi o jeito.
Não é que eu não tenha feito mais nada da vida a não ser trabalhar, mas de fato eu tenho trabalhado bem mais e tenho estado muito mais focada no uso da Internet para o que realmente é necessário, e vivido muito mais fora do mundo virtual. (Hip Hip Urra! Mais livre do vício!)
Tenho visto tantos filmes que eu acho que para fazer uma lista só juntando os bilhetes das entradas do cinema e pedindo ajuda à locadora pra tirar um relatório do sistema deles... (Filme continua sendo uma paixão.) Mas sabe quando você não tem paciência para sentar e escrever resenha de filme, registrar no papel ou no teclado a referência do filme na sua vida?
Pois bem, ontem assisti PASSE LIVRE... Uma comédia sobre relacionamentos. Casais casados de longa data, com filhos e alguns velhos clichês... Mulher que finge prazer, que finge estar dormindo quando o marido vai deitar para fugir dos apelos sexuais dele, a decepção do homem que casa achando que teria mais sexo e vê que na verdade o evento se torna mais raro, mulher reclamando que o homem não a entende, realmente homem sendo pouco sensível às coisas femininas, desejando mulheres além da esposa, os filhos que atrapalham a noite de amor do casal, coroa querendo sair com garotão e pensando que ele vai se apaixonar quando na verdade ele nem correria o risco de desfilar com ela à tira-colo, pelos anos de diferença, e por aí vai.
Depois de muito aprontarem os maridos ganham um passe livre: uma semana livre das obrigações do casamento, onde as mulheres estarão longe e eles poderão fazer o que quiserem.
Os garanhões, depois de 15 ou 20 anos de casamento, de vida, de estarem fora das pistas, de terem aprendido outras coisas, de até desejarem outras coisas, descobrem que já não têm mais a disposição, o conhecimento, a cara de pau e a virilidade de seus 20 anos. O que poderia ser uma semana de luxúria e desfrute vira uma semana de tropeços, mal-entendidos, foras, trapalhadas, orgia alimentar (com qualidade zero) e se relembram o quão difícil é para um homem estar no "mercado", "caçando".
As mulheres que tanto reclamavam dos maridos ausentes, ávidos por sexo, insensíveis, descobrem que na verdade eles eram muito melhores e melhores companheiros do que elas lembravam. Todos, homens e mulheres, pensam algumas vezes, durante o que veio a ser uma longa semana, desfazer o trato do passe livre.
Mas o mais legal do filme é a conclusão final (a qual muitos de nós já sabemos, mas teimamos em "esquecer" ou ignorar): a gente desdenha quando tem e sente falta quando perde. Assim é pra maioria das coisas em nossas vidas, para quase todo relacionamento que desenvolvemos.
Quando é que vamos parar de querer o que não temos?
De achar que a grama do vizinho é sempre mais verde?
De desdenhar do tanto que conquistamos?
De perder tempo precioso de nossas vidas e de deixar de viver ao máximo com quem amamos?
Sei não... Mas já passou da hora de abrirmos os olhos!
Relacionamentos longos são íntimos, são complexos, exigem tempo, dedicação, aceitação, perdão, paciência, alguma doação, alguma solidão a dois, mas trazem conforto, cumplicidade, conhecimento, calma, perspectiva, segurança, amor quando a gente de dedica a cultivar tudo isso.
Escolher estar e viver com alguém, dividir a vida, ter filhos, criá-los, não é deixar de ter liberdade, é mudar o foco do seu umbigo para um objetivo maior, a dois, em família.
Ou alguém acha que só pelo fato de estar solteiro se é livre?
(Aliás, meu pai sempre me dizia que a liberdade da gente termina quando começa a liberdade do outro, seja lá em que assunto for.)
Pensando...
Hora de sair daqui e ir esquentar a comida para ele que já já chegará de um dia de trabalho e de uma longa aula! (Coisinhas boas da vida em família!)
Boa noite e até.

segunda-feira, agosto 22, 2011

A Árvore da Vida

(Sexta passada fomos ver o filme "A Árvora da Vida". Quando postei no Facebook que ia assistir esse filme, surgiram comentários bem diferentes.
Acabei motivada a escrever o LONGO texto abaixo.
Leia se tiver paciência!
)

Eis um filme que fui assistir sem saber o que esperar. O nome me remetia a várias coisas, desde a capa de um livro de Zoologia que usei na faculdade, até as aulas do curso de Introdução à Cabala que fiz faz alguns anos. Achei lindo o cartaz de divulgação que vi no cinema faz algumas semanas, Brad Pitt e Sean Penn no elenco, a crítica de uma amiga que achou péssimo e o pedido de opinião pós-filme de outra amiga, ansiosa, que planeja ver o filme neste final de semana. Enfim, tudo para ser muito bom, ou muito ruim.
O filme começa com um provérbio de Jó que pergunta onde estávamos quando as belezas do mundo foram criadas, fala do irmão, da mãe e do pai. Logo depois me cativa com cenas de campo onde uma menina ruiva, brincando com animais, conta que as freiras a ensinaram que existem dois caminhos na vida: o da graça e o da natureza. No primeiro o amor, o perdão e a esperança levam a felicidade. No segundo, a natureza rainha força a tudo e a todos a serem como ela deseja, imperiosa; enquanto o mundo resplandece em amor, quem segue nesse caminho mantem-se cego na busca de controle, em vão.
Ela cresce e vemos sua família: um marido, três filhos e uma casa aconchegante num bairro tranquilo dos EUA. O marido aparentemente é bem sucedido, o lar parece feliz, os meninos brincam numa árvore no quintal. A felicidade é interrompida por uma carta (ou seria resultado de um exame?) recebida pela mãe. Ela chora, desequilibrada, liga para o marido, que no trabalho recebe a notícia com pesar. Logo entendemos que um dos filhos virá a falecer.
A perfeição do lar se vê abalada pelo ocorrido. O pai questiona-se sobre a maneira como tratava o filho falecido, o irmão mais velho sente falta do menor que até pouco tempo era o favorito da casa e lhe causava raiva, a mãe questiona Deus, tudo que eles fizeram de correto, e a justiça da vida.
Ela sofre, o marido não sabe como aplacar a dor da esposa... O que sente uma mãe numa hora dessas? Como alguém pode ajuda-la? As cenas dos amigos e familiares que tentam apoiá-la são lamentáveis quando percebemos que palavra nenhuma ajuda nessa hora. Eu sempre preferi o silencio.
Ela não se conforma, não há resignação.
Contração de cena, expansão. Um casal adulto está no quarto, um quarto de outro tempo - atual. A casa é enorme, perfeita, moderna. Sem dúvida são ambos executivos bem sucedidos. Ela com um olhar triste, ele com um olhar distante, a agonia é nítida e a ordem mantida sob o silencio tem um limite tênue que a leva ao caos.
Em uma grande empresa o homem tem uma série de reuniões, agoniado não se concentra em nada. Sua mente vaga pela infância, nas lembranças dos irmãos, da mãe. Distrai-se olhando as mulheres da empresa, fala ao celular com o pai. Pede desculpas pela maneira com a qual falou com ele, por ter sido ríspido quando não devia. Seu coração não lhe dá trégua, a consciência menos ainda.
Acendem uma vela.
Daí por diante o filme muda de caminho e creio que é nessa hora que a maior parte da plateia se perde. Dos questionamentos da mulher sobre Deus, conforme ela lança perguntas ao céu, as imagens vão mudando do foco no cotidiano humano, à natureza, da natureza ao espaço, do espaço ao infinito, do micro, para o macro. Aqui meus amigos geólogos e biólogos logo devem entender onde vamos parar – no surgimento do universo, na concentração de tudo, na contração da matéria e na grande explosão que deu origem ao universo. Formação da galáxia, dos planetas, explosões solares, a Terra inóspita, lava de vulcões. Resfriamento da Terra, formação de água, cianofíceas, oxigênio, vida em pequena escala, algas, mitocôndrias passando a viver dentro de uma célula, formação de DNA, os primeiros seres moles, peixes, repteis. A Terra habitável, com rica vegetação. Do espaço vêm os meteoros que caem sob a Terra, enchem tudo de poeira, revoltam as águas. Tudo regado à música clássica (aliás, a trilha sonora do filme é perfeita!).
Voltamos à história da família – o homem se pergunta quando foi que ele passou a sentir o mundo através dela e a cena é de quando se conheceram, ainda jovens, no namoro, casamento, primeira gravidez, trabalho, viagem, parto. A mãe cuidando do primeiro bebê, dedicação total. Uma vida feliz. O primeiro filho cresce saudável, com amor e atenção. As brincadeiras, o primeiro passo, primeiras palavras, perguntas. Segunda gravidez, parto, a revolta do primeiro filho com ciúmes do segundo. A mãe tentando acalmar e agradar a todos. Terceira gravidez, mais um filho. O mundo já não é mais tão romântico e perfeito, o pai tenta a força e impacientemente, por o bebê pra dormir, ele chora. A mulher cuida da casa.
Os meninos crescem, ora em ambiente feliz e perfeito, ora em meio a brigas e cobranças de um pai exigente e crítico. Enquanto a mãe é doce, ingênua e carinhosa, o pai é áspero, forte, racional, cheio de verdades, de regras e tenta ensinar os filhos a viver em um mundo cruel. Mal sabe que é ele mesmo a primeira fonte da maldade para os filhos.
Crescendo os meninos se deparam com a violência da vida, com as injustiças, as diferenças e as indiferenças diante do que jamais poderia deixar de ser notado. Morte. Turbilhão de sentimentos. Aquilo que não pode ser dito, perguntado ou discutido.
Do carinho da mãe para os filhos, do seu silencio diante das atitudes violentas do pai crítico, do medo das crianças, dos sentimentos ainda confusos em seus corações, ao dia-a-dia que passa sem que se dê razão ao que importa, sem que se viva quem se ama, até a análise de contraponto entre carinho, autoridade e respeito, e medo e coação, até os conflitos de um casamento, os conflitos que passam na mente de um jovem que entra na adolescência. Da insegurança de um irmão que vê e sente o outro irmão como preferido, perfeito e amado em detrimento a ele mesmo, do medo de não ser aceito pelos pais, do medo de não ser bom pra vida, até a cobiça de uma menina, o fascínio e a curiosidade pelo proibido, o efeito de grupo nos jovens, até a necessidade que temos de afirmarmo-nos... O filme passeia em tudo que pode haver na vida de alguém.
Vemos um homem que na pressão e na urgência de ser querido, amado por sentir-se e ser necessário, importante, afoga-se na distancia, na frieza, nas cobranças, no controle, abuso e violência, no desamor. Que sabe tudo do mundo, orgulha-se de ter a patente de 27 produtos diferentes, mas no entanto queria ter sido músico e tem que perguntar ao filho se ele o ama, porque espontaneamente não ouviria declaração alguma, pede beijo e abraça sem ser abraçado. Vemos esse mesmo homem se tornar humano, reconhecidamente falho, pedir perdão ao filho por talvez haver sido rígido demais, reconhecer que não se orgulha disso e colocar-se de igual para igual com o filho quando este assume-se mais parecido com ele do que com a mãe, contando ao pai que tem tudo de ruim que ele mesmo tem. (É nas fraquezas, nos defeitos e erros que nos tornamos mais e mais semelhantes.)
O executivo de sucesso, agoniado, que vim a notar ser o irmão mais velho, igual ao pai, passeia num deserto, busca o irmão menor falecido em suas memórias. Segue uma mulher buscando a própria mãe também, chega à beira do mar, raso e tranquilo onde muitas pessoas desconhecidas caminham. Andam, andam, andam. Aos poucos vemos contornos de entes queridos. Irmão, pai, mãe. Anjos envolvem a mulher. Eles se encontram como família, nota-se o alívio e a calma em seus olhares, o reconhecimento das histórias vividas, o alento das memórias compartilhadas, a felicidade de vê-los todos sãos, juntos. A mãe abraça cada um dos filhos. Beija seu marido, vê nele o sorriso de quando ainda eram felizes. Unidos, sentem-se plenos uma vez mais. Voltam os anjos a cuidar da mãe, depois da longa caminhada, ela enfim, resignada, de volta ao caminho da graça e leve, entrega à Deus seu filho.
Céu. Deus. Universo. Contração de cena, cenário negro, uma chama ao fundo.

FIM.


Eu não pretendia descrever o filme, acabar com a surpresa de ninguém, mas acho que era a melhor maneira de dizer como este filme diz muito. É uma maneira diferente de falar sobre a vida, de analisar o que fazemos dela, como a escolhemos viver. De onde viemos, pra onde vamos. O que é Deus, se há um Deus, que papel está destinado para cada um de nós?
Acho que mesmo lendo este texto você que for o ver o filme o verá e sentirá diferente.
Talvez, como alguns na sessão que assisti, você dê gargalhada no final. Talvez agradeça porque acabou, talvez, na verdade, saia antes do fim. Talvez você não entenda nada e goste apenas da fotografia e da trilha sonora. Talvez você entenda tudo diferente, talvez os detalhes importantes para você sejam outros. O bom de um filme assim é que cada um pode entender como quiser e não correr o risco de estar errado.

Para mim foi uma aula. Foi um despertar diferente de percepção. Uma descoberta.

sexta-feira, junho 03, 2011

Regis Falcão

Meu amigo virtual real do Piauí...
Tantas noites online, tantas palavras, páginas, sentimentos e imagens compartilhados
Banco, História, Filosofia, Direito...

Fotografia.




Orgulho meu.

Visite: Portfolio do Regis Falcão...

terça-feira, janeiro 18, 2011

Memórias, Sonhos, Reflexões - Carl Gustav Jung



"Eu logo cheguei à compreensão que quando nenhuma resposta vem do interior para os problemas e complexidades da vida, eles definitivamente significam muito pouco. Circunstâncias externas não são substitutas para a experiência interna. Logo minha vida tem sido singularmente pobre em acontecimentos externos. Eu não posso dizer muito sobre eles, pois isto me pareceria vazio e insubstancial. Só posso compreender-me sob a luz dos acontecimentos interiores. São eles que constituem a particularidade da minha vida e é deles que trata minha auto-biografia."

"O Destino quer - como sempre quis - que na minha vida todo o exterior seja acidental e que só o interior represente algo de substancial e determinante."

"Cada vida é um desencadeamento psíquico que não se pode dominar, a não ser parcialmente. É muito difícil, por conseguinte, estabelecer um julgamento definitivo sobre si mesmo ou sobre a própria vida."

(Trechos de Memórias, Sonhos, Reflexões, auto-biografia de Carl Gustav Jung que estou lendo.)

Faz algum tempo que não lia um livro que estimulasse tanto meus pensamentos, meus valores, minha vontade de devorar um livro e ler mais, estudar.
Jung foi convidado, perto de seus 83 anos, a escrever uma auto-biografia.
Não sem algum desconforto, não sem muita reflexão, eles se pôs a compilar desde suas primeiras e remotas lembranças de bebê num carrinho até aquele momento o que lhe havia marcado internamente, o que o levou a ser quem veio a ser na maturidade.
Estou ainda na fase da infância descrita por ele e fico ao mesmo tempo feliz, excitada e agoniada ao ver que questionamentos simples que passam pela cabeça de uma criança (o papel de Jesus e da igreja na vida da gente, o que significam nossos pais naquela idade e o que eles trazem pra gente, o que continuam significando mesmo quando nos tornamos adultos, o que carregamos deles pra sempre, o quão contraditórios são os adultos aos nossos olhos infantis, como a matemática pode ser sem sentido pra uma criança, como pode ser difícil ter uma vida simples perto de crianças ricas, como se pode não ter noção de poder e dinheiro quando se é uma criança de vida simples e feliz no campo, o medo da morte que nos ajudam a criar já nessa fase, as culpas, os julgamentos...) podem ser tão cruciais pros adultos que viremos a ser.
Este livro é pra ser lido, devorado, analisado, rabiscado, indicado, presenteado.
Sem dúvida meu mais novo e melhor vício e paixão, e que vai me deixar triste quando se acabar.

sábado, dezembro 18, 2010

Tetro

"NO SUELTES LA SOGA QUE ME ATA A TU ALMA."
(Não solte a corda que me prende à sua alma.)

Frase do filme Tetro, de Francis Ford Coppola, que assisti hoje.
O filme é tenso, cheio de cenas que parecem obras de arte (pinturas, ou fotografias), com personagens que fazem rir, cenas de dramalhão latino, intensos acidentes de carro, lembranças que chegam a doer. A realidade é petro-e-branco, enquanto os sonhos e a recordações cheios de cores vivas. Fui assistir sem saber o que esperar, apesar de ser um filme de Coppola, e gostei muito. Saí do cinema com a cabeça a mil e algumas lágrimas nos olhos.
De fato, de perto nenhum família é normal, e tem sempre um segredo.




Leia mais em: Monique Barcellos - Jornalista : Dica de Filme - Tetro.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Tropa de Elite 2

Fui assistir ontem de noite o filme Tropa de Elite 2 no Cinema São Luiz e não posso deixar de registrar minhas impressões... Fora a irritação com o fato de que tudo aqui é desorganizado, até cinema com lugar marcado, fiquei muito feliz, como sempre fico, ao ver um filme nacional causando tranto frenesi e levando tantas pessoas às bilheterias. Mesmo que seja por um tema incialmente violento... Ao final a sensação foi de que este segundo episódio nem é tão violento se comparado ao primeiro Tropa de Elite. As agressões dessa vez não são aos olhos, pela violência, mas à alma, ao coração, às crenças, à esperança, pela falta de caráter.
Dessa vez saí do cinema sentindo um misto de raiva, de impotência, tristeza, e sentindo-me deprimida... (No outro até saí do cinema orgulhosa do BOPE e pensando também que "bandido bom é bandido morto"... Não sei muito bem o limite entre o que é direito humano ou não no meio da selva que se transformou a cidade.)
"Que futuro pode ter uma criança nesse país?", "Só mesmo tendo muita fé em algo superior pra achar que isso tudo algum dia tem uma solução..." eram as frases que me passavam pela cabeça. Pensava no sorriso da Aninha e o que fazer da vida com tudo isso e com o fato de que não dá pra crer em algo melhor para o futuro dela.
Quando a gente acredita que o problema do Rio (e por aí afora) são as favelas, a desigualdade, os traficantes e a violência dentro de casa a situação já parece um monstro enorme, mas ainda dá pra pensar em soluções (educação para a ética como a maior e melhor delas).
Quando se observa sujeira, a corrupção e mau-caratismo espalhado entre políticos, polícias, líderes de imprensa e tudo o mais aí a sensação de que nada resolve fica sem tamanho. Pensando bem a fundo conclui-se que a educação, voltada para a ética, também seria a grande solução, mas assusta pensar no prazo (muito longo) no qual veríamos alguma mudança efetiva. (Eu sem dúvida não verei. Minha filha também creio que não. Meus netos, quem sabe?)
Um outro ponto, mais acalentador, é acompanhar o crescimento do Capitão Nacsimento... A melhor definição que li dessa nova fase dele é "um personagem Quixotesco"... A luta dele é algo digno de Dom Quixote mesmo. Entristece ver a decepção nos olhos dele com relação às coisas que ele cria, mas isso o torna humano, não herói. De qualquer forma, digam se não é isso, em variadas escalas, que todos nós passamos diariamente?
Eu queria ver o filme, fiquei feliz em assistí-lo... Mas me puno porque tenho que assumir que muitas vezes é melhor uma visão Poliana da vida. O filme é forte, é inteligente, muito bem feito, ficção, mas muito possível, e muito provavelmente mostra o que deve acontecer pelas Secretarias de Segurança, pelas Delagacias de Polícia, pelas vielas e bocas de fumo espalhadas por nosso Rio, e, mais, por nosso país. O Sistema se recria, adapta-se, modifica-se, como qualquer sistema vivo e pulsante, diante dos desafios, das mudanças, das necessidades, dos desejos. E tem como ser melhor que o que se vê no filme, considerando que a célula básica desse Sistema é o Ser Humano? Não sei.
Depois de um filme assim, só mesmo um banho no escuro, algumas lágrimas de desabafo e uma caminha bem quente pra dar força pro dia seguinte. (E, com tudo isso, vale muito mesmo a pena ver o filme!)

segunda-feira, julho 05, 2010

Promoções bem legais

Promoções bem legais todo dia válidas para cidade do Rio:

http://www.peixeurbano.com.br/rio-de-janeiro

Ainda não fiz uso de nenhuma das promoções, mas parece valer a pena... Ingressos de teatro de R$30 por R$10, 24 latinhas de Coca-cola Light por R$5... e por aí vai.

segunda-feira, junho 28, 2010

Esses dias...

Os dias têm sido em função de Copa (minha tabelinha da Copa está super atualizada! Primeira vez que acompanho uma Copa assim e estou achando muito legal!), do trabalho (primeiro fechamento de Quartil comigo na Área de Vendas, novidade!) e da casa (fiz uma mega-operação arrumação em todos os armários do Cubo! Acho que a última vez que ficou tudo tão arrumando DENTRO dos armários assim foi quando me mudei pra lá, fez um ano!)
Além disso, "aos trancos" vou aprendendo a viver, lidar com as diferenças, com as expecativas, só mesmo com muita disciplina e atenção pra domar os sentimentos e impulsos, os desejos e as reações... Acredito muito que a gente é que faz os dias mais ou menos suaves, mas, cá pra nós, como é difícil fazer as coisas menos graves dos que nossos sentimentos nos fazem achar que são... (- Ou será que só pra mim é assim?)

Filmes que vi e gostei: Invictus, Caçador de Pipas, Coisas belas e sujas.
Vi e adorei: O Grande Desafio e Treino para a Vida. RECOMENDO MUITO!
(Dava pra "roubar" várias frases de impacto de cada um desses filmes, mas a preguiça me ganhou e acabei não copiando...)

Saindo do trabalho 14hs hoje pra ver Jogo! Hip Hip Urra!!! :-)

segunda-feira, maio 17, 2010

"I'm not likeable"

Mais um dia em que eu não queria ter saído de casa. Na verdade eu comecei o dia de hoje querendo ter conseguido dormir ontem.
Noite terrível - acordei de hora em hora, não tinha posição certa pra dormir. A gata resolveu ficar atacada de tempos em tempos pulando e fazendo barulho. As mordidas de mosquito nas pernas adquiridas em Jaca City estavam coçando e ne deixando doida. Minha cabeça não parava de pertubar. O travesseiro estava diferente (embora fosse o mesmo) e a madrugada passou comigo querendo que desse logo 6:30 da manhã seguinte... Pra guando chegou as 6:30AM eu querer que daí não chegasse as 8:00AM e que eu não tivesse que levantar ou sair de casa. Já viu, né?

Ontem vi "Tudo pode dar certo" (Whatever Works, 2009) do Woody Allen. Que coisa gostosa de filme. O cara é feio, coroa, manco, irritante, genial e acontece de tudo. Ainda assim nos arranca umas risadas deliciosas. Tendo uma visão geral sobre todas as coisas, geralmente fria (que dói!) e realista demais, tendendo ao pessimismo, o tal Boris ainda assim consegue fazer a gente sorrir levemente no final das contas.



Vejam!

Quanto a mim hoje? Bem, pretendo assistir "O Segredo dos seus olhos" (Argentino, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro esse ano) e depois espero conseguir dormir. Quem sabe...

quinta-feira, maio 13, 2010

segunda-feira, março 29, 2010

Adaptação



"- Sabe por que gosto das plantas? Por serem tão mutáveis.
Adaptação é um processo profundo. Temos que descobrir como sobreviver no mundo.
- Mas é mais fácil para as plantas, elas não têm memória.
Elas apenas passam para a fase seguinte. Mas para pessoas, adaptar-se é quase vergonhoso. É como fugir."


"Você é o que você ama. Não quem ama você."


Esse final de semana passei na locadora e como de costume fui garimpar prateleiras à procura de filmes mais velhos que eu queria ver e não vi ou de gratas surpresas... Encontrei "Adaptação" (Adaptation, 2002) com Nicolas Cage (adoro!), Meryl Streep (adoro muito!) e Chris Cooper (que ganhou o Oscar em 2003 como melhor Ator Coadjuvante por este filme). Não tinha muita chance de ser ruim, claro.
Mas a surpresa foi mais que muito grata. O filme é daqueles que faz pensar... Faz sorrir, deixa surpresa e prende a atenção. Dá vontade de dar pausa pra copiar frases (e eu fiz isso) e até como bióloga fiquei feliz - Darwin aparece. Lembra também que ninguém é tão certinho como parece, que ninguém é tão idiota como parece e que a gente sempre julga muito mais do que devia, na maioria das vezes sem informações suficientes para tanto.
Não vou contar muito porque vale muito a pena ver. Fica aqui como recomedação...
Para ler sobre o livro clique AQUI. Para ler sobre o filme, clique AQUI ou AQUI.


Além do filme, o final de semana foi muito legal... Agitado que só, quase não paramos em casa. Aninha e seus compromissos sociais e eu e minhas coisas a resolver. Levamos os gatinhos (Flora e Niet) pra romar banho e agora eles estão cheirosos e limpinhos... Lindos como sempre. Visitamos o Ed, Aninha foi à piscina. Tivemos o aniversário da Luísa Miranda, tentativa de lanche na casa do dindo... Meu cubo está arrumadinho como sempre, roupa passada, cozinha e geladeira como devem estar.
Da longa lista de coisas a fazer tudo foi feito. Mas agora quero minha caminha hoje à noite pra poder descansar!

sexta-feira, março 19, 2010

Meu 1º 1 Km direto, Corporate Run e "otras cositas más"

Agora como se não bastasse minha animação com a corrida, estamos agora tentando fazer uma equipa na empresa pra participar da CORPORATE RUN. Já temos cinco pessoas interessadas...

Quinta passada fiquei muito, mas muito feliz, comigo mesma: o treino 2 da semana 5 do PodRunner nos levou a correr duas tiradas de 8 minutos direto... Fiquei medindo e vi que fizemos 1Km em 8 minutos! É razão pra comemorar!!!

O mais legal dessa coisa de correr é você ir estabelecendo pequenas metas, vencendo-as e ir vendo que você pode criar e vencer novas metas... São pequenos passos que trazem grandes mudanças e muita animação e disposição.

Agora estou à cata de saber qual meu tipo de pisada (pronada, neutra ou supinada), já que já sei que meu arco de pé é normal, pra poder adquirir meu super tênis de corrida... Tenho usado um quebra-galho que já está me incomodando devido ao peso e ao fato de que aperta meus dedinhos!

Adorei o site da ASICS com o Shoe Fit Guide, que explica um bocado sobre os tipos de pés e os modelos de tênis a usar! Vale a pena conferir. Clicando no botão "Launch Shoe Fit Chart" aparecerá um gráfico que explica muito bem o que escolher quando você já souber seu tipo de arco de pé e pisada!

No mais a vida está ÓTIMA, sem que eu possa reclamar de nada! Muitos desafios no trabalho, muita novidade, muita coisa pra fazer lá, em casa, na rua... Aninha está bem de saúde, eu também estou. O namoro vai muito bem. E a mais "nova novidade" é que meu gatinho Nietzsche vai voltar a morar com a gente, enquanto que a Flora vai ser vizinha da gente!

Que venha mais um final de semana, dando adeus ao Verão... (Será que vamos ter uma trégua do calor? :-) Seria bem-vinda!)

segunda-feira, março 01, 2010

Convite: Baile Brasileiro no Drink Café


Abrindo o happy hour do Bar e Restaurante Drink Café do Humaitá, Marcos Novatto e Pimenta de Garrafa apresentarão clássicos do Baile Brasileiro nesta sexta-feira 05/03/10.

Com um repertório rico de Vinicius de Moraes, Cartola, Chico Buarque, Martinho da Vila, Noel Rosa, Jorge Ben e outros mestres, vamos do samba da época de ouro ao swing dançante. O sambalanço do grupo tem colocado o público pra riscar o tapete por onde se apresenta.

Quem quiser curtir a onda dessa trupe carioca deve aparecer neste endereço:

Rua General Dionísio, 11
Humaitá (próximo da Cobal pela rua Voluntários da Pátria)
Telefone: 21 2527-2697 ou 21 8665-3339
Horário: A partir das 18h
Couvert: 10,00

*Eu sou fã deles e já fui assistí-los algumas vezes. Vale muito a pena... As horas voam e, pra quem gosta de dançar, não dá pra ficar sentado. O Drink Café é um lugarzinho lindo, bem decorado, com um cardápio delicioso, bom preço, e, não podia falta: tem Original gelada!
Pra quem quiser saber mais do grupo, clique AQUI!

terça-feira, dezembro 01, 2009

Gostosuras do final de semana


Linda ela...
E o Ferrero, bom, uma delicinha!

quinta-feira, novembro 12, 2009

"A lenda diz que Mangangá, também sabia voar...

...transformado em Besouro prá da polícia escapar.
Desordeiro prá polícia... Uma lenda prá capoeira..."



Fui ontem de noite assistir o filme Besouro e tinha que escrever sobre ele aqui...

Cenas lindas, cores deslumbrantes, história do Brasil, de um povo que foi a base do crescimento desse país, sangue que está em todos nós... Tradições que falam aos instintos de todos nós também. A representação dos Orixás é de ar-re-pi-ar, emocionei-me algumas vezes durante o filme... E torci muito por esse herói brasileiro, nascido de uma grande luta, mas feito de coisas tão simples como respirar e andar, e de muita liberdade e ginga...

Boas críticas aqui e aqui. E eu sei que gosto é coisa de cada um, mas é impossível dar ouvidos a quem falou mal desse filme. Eu quero ver de novo e, sem dúvida, fará parte da minha DVDteca!



**********
Quem foi Besouro? (Extraído da Wikipedia)

"Manuel Henrique Pereira (1895 — 1924), Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro foi um lendário capoeirista da região de Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Muitos e grandiosos feitos lhe são atribuídos. Diziam que não gostava da polícia (que diversas vezes frustou-se ao tentar prendê-lo), que tinha o "corpo fechado" e que balas e punhais não podiam feri-lo. Certa feita, quando Besouro trabalhou numa usina, por não receber o ordenado, segurou o patrão pelo cavanhaque e o obrigou a pagar o que lhe devia.
As circunstâncias de sua morte são contraditórias. Há versões que afirmam que Besouro morreu em um confronto com a polícia; outras, que foi traído, com um ataque de faca pelas costas. Esta última é muito cantada e transmitida oralmente na capoeira. Um fazendeiro, conhecido por Dr. Zeca, após seu filho Memeu apanhar de Besouro, armou uma cilada, mandando-o entregar um bilhete a um amigo que administrava a fazenda Maracangalha. Tal bilhete pedia para que seu portador fosse morto. Besouro, analfabeto, não pôde ler que aquele bilhete era endereçado ao seu assassino e que esclarecia que o portador era a vítima, ou seja, ele próprio. Assim, no dia seguinte, ao voltar para saber a resposta, 40 soldados o estavam esperando. Um homem conhecido por Eusébio de Quibaca acertou-lhe nas costa uma faca de tucum (ou ticum), um tipo de madeira, tida como a única arma capaz de matar um homem de Corpo Fechado."

quinta-feira, abril 09, 2009

JaEh!

Passeando no Orkut acabei no Orkut da Renata Rose (uma super designer de jóias!) e no blog dela achei o post sobre as camisetas da JaEh! Que coisa mais legal! Que pessoas mais criativas e com tino pra negócio!
Amei as camisetas e, mais ainda, a idéia de negócio e o site.

Olha a "O Amor é possível"...