Pai do Céu, peço serenidade e paz para todos os de bom
coração para que possam ver esse tanto de coisa ruim, má e triste no mundo e
não perder a ternura, não perder a fé e a vontade de fazer, de agir por um
mundo com seres humanos melhores. Que possam se unir e se ajudar, que não se
sintam sós e isolados nessa terra em que estamos.
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terça-feira, junho 03, 2014
terça-feira, maio 28, 2013
Estar sozinho é bom!
Estar sozinho é bom!
E estar com alguém, quando queremos, é melhor ainda.
O desafio está em querer, fazer querer, e manter o querer.
Seu e do outro.
Tudo tem seu momento.
Enquanto queremos estar com o outro para suprir nosso
medo do silêncio, do vazio, ou nosso vazio, acho que não dá certo...
Ser deliciosamente desnecessário pro outro, e ainda assim
querer e ser querido, é que é TUDO DE BOM!
sexta-feira, maio 24, 2013
Serena Idade
Ao invés de buscar felicidade devíamos buscar serenidade.
Este é o melhor sentimento pra se sentir constantemente... Para basear seu estado de espírito.
É ele que lhe permite pensar, observar, decidir ou não, e até lhe permite também curtir melhor os momentos felizes e, em geral, simples da vida.
Este é o melhor sentimento pra se sentir constantemente... Para basear seu estado de espírito.
É ele que lhe permite pensar, observar, decidir ou não, e até lhe permite também curtir melhor os momentos felizes e, em geral, simples da vida.
terça-feira, maio 14, 2013
Desapego
"Tenho visto muitos jovens tratando o desapego como a nova
moda entre as condutas sociais, o tal do "amar sem se apegar". E
levam ao pé da letra o lema que pregam: gostam, afagam, verbalizam, andam de
mãos dadas...
Passada a fase da conquista, trocam de objeto. Um ciclo
que se repete, não há apego, não há formação de família, não há evolução de
relacionamento comum. Será que nessa trajetória de individualismo, esse jovem
encontrará alguém no caminho e saberá onde está o amor no meio de tanto apego a
si mesmo?"
(Nathalia Paccola)
Acho sim que é bom não ter apego às coisas materiais, aos
sonhos e desejos que a gente pode e dever rever, abrir mão, renovar, de
qualquer forma sem tender a volubilidade, à falta de determinação para
conquistar algo que se queira.
Mas desapego com relação às pessoas com as quais você se relaciona
pra mim é estranho demais. Eu não consigo, nem quero. Ao mesmo tempo que tenho
certeza que apego em excesso faz mal, como qualquer coisa ou sentimento em
excesso o faz, tenho certeza de que desapego da forma como é praticado hoje em
dia leva a relacionamentos vazios. Raso e fútil.
Acredito, e aprendi na vida, que é a intimidade que nos
faz amar, ser amados, é a aceitação (e sermos aceitos) que nos dá paz. E não dá
pra chegar a um nível de relacionamento íntimo e de aceitação sem dar tempo ao relacionamento,
ao conhecimento do outro (e de si mesmo junto e com o outro)... E com o tempo
passado junto, de qualidade, convivendo e trocando, não dá muito pra evitar se
apegar pelo menos um tico...
Faz parte da vida receber, apegar, curtir, conhecer,
crescer, avaliar, aprender, mudar, deixar ir, ou deixar vir de novo. É a graça de estar vivo!
sábado, maio 11, 2013
FELIZ DIA DAS MÃES!
A grande ilusão de que ser princesa, encontrar um
príncipe encantado, casar e ter filhos e uma linda casinha faz a mulher
feliz...
Na prática e na realidade é vida é muito mais caótica,
muito mais imprevisível, essas coisas aí de cima que parecem belas fulltime
apenas o são nos contos.
E a gente no meio da bagunça, das obrigações, da poeira
da casa, da pilha de louça, das crianças com nariz escorrendo e brigando pela
casa, ou tossindo a noite toda e com febre, do cara pachorrento sentado com
controle na mão (futebol, cerveja, ou bate-bola?)... de ter coisas pra fazer
sem vontade, e o trabalho pra fazer, obrigação de estar sempre bela como as
malditas princesas... Sorrindo, elegante e magra.
AFF! Meu feliz dias das mães é TODO DIA! No meio da
"mais perfeita desordem" que é a vida e meu cotidiano... Meu feliz
dia das mães é quando Aninha me abraça e o mundo todo some, ou quando choro e
ela me olha com aqueles olhos de jabuticaba sem fim... Quando ela me conta
orgulhosa as notas das provas, quando passo o dia à toa com ela... Quando
dormimos agarradinhas. Quando perco a paciência e quero fugir de casa, mas
também quando me descubro muito mais forte do que a menina que eu era com 20 e
poucos anos.
Meu feliz dia das mães é uma desordem... Vira-me do
avesso frequentemente. E me faz chorar e rir às vezes ao mesmo tempo.
Sim, feliz dia das mães, por favor, livre de contos de
fadas!
domingo, maio 05, 2013
Paralisia
A lua ia alta no céu quando Clara abriu os olhos. O quarto
escuro, a cama quente marcada por seu corpo. A respiração levemente ruidosa de
seu gato e o ar quente que saía de seu focinho úmido soprando em seu pescoço. Tentou
mover os pés, um a um cada dedo, mas estes não respondiam. Sentia em suas
costas o peso de uma vida, tentava arqueá-las, espreguiçando-se, tampouco a
esse comando seu corpo respondia. Indagava-se se sonhava ou se havia realmente
despertado.
Olhou as paredes do quarto, o velho pôster de seu filme
favorito, a heroína gótica de hábitos duvidosos, mas caráter e valores inabaláveis.
A gravura mostrando seu dorso nu, presente de um amigo havia tantos anos resgatado
de uma mala antiga fazia poucas semanas... O ambiente lhe era familiar, somente
seu corpo lhe parecia estranho naquele momento.
Tentou acordar as áreas de seu cérebro, as quais haviam de
estar ainda dormindo, relembrando o que havia se passado nas horas anteriores aquele
sono profundo. O dia de trabalho. A ansiedade. As ruas à noite. O café. A
conversa sobre questões de gênero. O teatro. O longo diálogo sobre existência de
Deus, fé, guerra e pulsões, ou ausência de tudo isso. A presença dele. A mão
leve e quente por suas pernas sob a calça jeans. Seu cheiro. A parede gelada contra
suas costas, e a pressão das pernas dele contra suas coxas. O beijo, a falta de
ar. O adeus naquela noite. O metrô vazio e gelado. A casa em silencio. O banho
fervente, como que para tirar-lhe cheiros e gostos, e o tato. A cama fria. O
sono pesado, a falta de alternativa ou a impossibilidade do desejo. Madrugada
alta, e seu corpo paralisado agora.
Relembrou alguns de seus últimos dias e se perguntava por
que estava de novo se sentindo atada. Mais que isso, impossibilitada. Havia,
por escolha, novamente se colocado numa encruzilhada entre suas vontades e o desejo
de um homem. Seu corpo representava naquele momento sua impotência diante dele.
Concentrou-se nos dedos das mãos, o indicador da mão direita
que estava próximo a sua boca. Conseguia sentir nele sua respiração? Pensou em
movê-lo uma, duas, três vezes até sentir um arrepio descendo do ombro em
direção à mão. O sinal de que seus músculos acordavam. A quantos minutos estava
naquela posição? Parecia uma eternidade. Contraiu o abdômen, sentiu uma onda descendo
pelas pernas e subindo pelos seus seios. Lembrava-se das mãos dele, do calor emanado
delas, em seu ventre. Repetiu mentalmente aquela sensação por cada parte de sua
pele, como um toque mágico que acordava cada célula, e aos poucos foi retesando
o corpo, membro a membro, cada terminação nervosa, como um feixe mágico de luz
percorrendo-a por dentro e sob a superfície de sua pele gelada.
Respirou fundo notando-se finalmente desperta. Com algum sacrifício,
como se fosse pela primeira vez, virou-se de lado e foi parada por algo que resistia
ao seu movimento. Não estava só na cama? Fechou e abriu os olhos novamente,
estreitou a cabeça entre os travesseiros, esticou os braços, abriu as mãos e
sentiu os pelos do peito dele sob os dedos e as unhas. Apertou-o com força, ele
estava ali! Não estava só! Enroscou suas pernas nas dele, mais uma vez, seus
pés gelados contra as panturrilhas dele. Seria difícil separa-los se assim
morressem. Afundou o rosto entre os braços dele, respirou o cheiro de sua pele
e de seu suor o quanto pode. Sorriu sozinha e, sentindo-se segura e em casa, voltou
a dormir e a sonhar rindo de si mesma.
(Imagem: O pesadelo, de Henry Fuseli, 1781.)
(Imagem: O pesadelo, de Henry Fuseli, 1781.)
sexta-feira, maio 03, 2013
- FACEBOOK DA ALEGRIA -
A todos os amigos que interessam: não, não estou triste ou deprimida.
Estou vivendo, com dias mais alegres, dias mais reflexivos, dias punk e dias ocupados, dias preguiçosos, dias ensolarados e dias nublados... Como qualquer ser humano que se permita SENTIR e VIVER, além de ser cheio de obrigações e controles.
Ouvindo MUITAS músicas que adoro, lendo dois livros ao mesmo tempo, assistindo MUITOS filmes que adoro também. Acordando todo dia muito feliz de ir trabalhar, de estar a 13 anos mesma empresa e a cada dia aprender algo novo, cuidando do meu lar como boa canceriana. Com saúde. Minha filha é encantadora, doce, inteligente, amiga, companheira e tem MUITA saúde, e vai muito bem também! (Amém!)
Encontro meus amigos, converso. Fico irritada com a política no Brasil e no Mundo, com a ignorância das pessoas, preocupa-me a violência sem medidas.
Embora pareça que tudo que é triste e mais introspectivo, ou reflexivo, salte mais aos olhos de todos, nos últimos dias postei de tudo quanto foi coisa aqui no FB... Desde piada, foto de pula corda, letras e mais letras de músicas, link sobre política, sobre parto humanizado, sobre Ciências, trechos de textos e sei lá mais o que...
Talvez eu veja beleza e poesia onde os mais agitados veem tristeza e melancolia...
("Cada um com seu cada qual", como dizia meu velho e sábio Pai.)
Acho que na vida e no Facebook, como espelho, as pessoas estão tão preocupadas em mostrar alegria e sucesso, buscar diversão e prazer, que qualquer pessoa que APENAS SINTA, REFLITA e VIVA acaba parecendo deprimida, ou triste.
Atentem! E, em tempo, obrigada pelo cuidado, atenção e carinho. :-)
Estou vivendo, com dias mais alegres, dias mais reflexivos, dias punk e dias ocupados, dias preguiçosos, dias ensolarados e dias nublados... Como qualquer ser humano que se permita SENTIR e VIVER, além de ser cheio de obrigações e controles.
Ouvindo MUITAS músicas que adoro, lendo dois livros ao mesmo tempo, assistindo MUITOS filmes que adoro também. Acordando todo dia muito feliz de ir trabalhar, de estar a 13 anos mesma empresa e a cada dia aprender algo novo, cuidando do meu lar como boa canceriana. Com saúde. Minha filha é encantadora, doce, inteligente, amiga, companheira e tem MUITA saúde, e vai muito bem também! (Amém!)
Encontro meus amigos, converso. Fico irritada com a política no Brasil e no Mundo, com a ignorância das pessoas, preocupa-me a violência sem medidas.
Embora pareça que tudo que é triste e mais introspectivo, ou reflexivo, salte mais aos olhos de todos, nos últimos dias postei de tudo quanto foi coisa aqui no FB... Desde piada, foto de pula corda, letras e mais letras de músicas, link sobre política, sobre parto humanizado, sobre Ciências, trechos de textos e sei lá mais o que...
Talvez eu veja beleza e poesia onde os mais agitados veem tristeza e melancolia...
("Cada um com seu cada qual", como dizia meu velho e sábio Pai.)
Acho que na vida e no Facebook, como espelho, as pessoas estão tão preocupadas em mostrar alegria e sucesso, buscar diversão e prazer, que qualquer pessoa que APENAS SINTA, REFLITA e VIVA acaba parecendo deprimida, ou triste.
Atentem! E, em tempo, obrigada pelo cuidado, atenção e carinho. :-)
terça-feira, abril 30, 2013
Expectativas
Todos os dias ela acordava com uma única expectativa: passar o dia sem se preocupar em cuidar de ninguém.
Num mundo em que cuidado passou a ser controle, e onde controle sempre haveria de ser ruim, onde a liberdade e a individualidade falavam mais alto, que mais poderia esperar de si mesma a não ser apenas fazer a sua parte nas limitadas horas de seu dia?
As vontades de todos, todas imperiosas. Liberdade. A felicidade constante, a diversão e o prazer o tempo todo à espreita, presentes, fazendo com que sorrir e gozar fossem as únicas coisas interessantes para todos... Que poderia ela, uma mulher semi-reclusa e chegada às dores, esperar do próximo? Cada um cuidando de si e de suas realizações. De fato, não devia esperar nada. Não devia querer fazer nada, além de cuidar de si mesma também, lamber suas feridas e, entre um silêncio e outro, trocar algum carinho e algumas poucas palavras.
Os dias passavam com a sensação de obrigações cumpridas. Ela também realizava. Uma vida aparentemente realizada na superficialidade de tudo.
Aonde estavam todos que pulsavam? Aqueles que sangravam? O mundo havia morrido e só ela não sabia.
(Desenho copiado de http://revistasedah.files.wordpress.com)
terça-feira, abril 23, 2013
Quando achamos que a vida está toda certinha, que tudo
entrou nos eixos, vem alguma coisa e tira tudo do lugar. A gente sofre por
perdas, anseia por uma coisa ou outra... Se pergunta um milhão de vezes se fez
uma escolha certa. Fica sem entender por que a vida tem horas que parece tão
ingrata, por que ela nos deve tão pouco respeito...
Nessas horas falta lucidez. Parece que falta chão, que
falta ar. Tem dias que falta até água ou sobra dela. Tem dias que a solidão
incomoda, tem dias que é a multidão que incomoda.
E a gente segue buscando, sempre adiante e além, e pondo
fora de nós a responsabilidade de nossa felicidade. Aliás, colocamos no
encontro da felicidade plena a única possibilidade de uma vida realizada, ou de
paz.
A gente se ocupa de problemas que não são nossos, se
enche de obrigações sociais, de obrigações nem tão importantes (como manter a
casa impecável, estar sempre na ponta de todos assuntos...) e vai deixando de
lado o mais importante... Conhecer a nós mesmos.
Analisar as coisas que sentimos, entender o porquê de uma
reação a um tema ou outro, por que certa pessoa nos incomoda tanto. Por que
alguma tarefa parece tão impossível de realizar. Por que adiamos e adiamos
coisas que podíamos muito bem resolver hoje.
A gente adia, empurra com a barriga, protela, esconde,
foge, tapa.
Somente olhando de frente pra nós mesmos, pra dentro do
que somos, somente encontrando a paz conosco, somente sabendo entender,
escolher o que viver ou não, somente não sendo impulsivo e reativo, somente
plenos com nossa mente e coração encontraremos a serenidade que nos faz sentir
a vida como boa, de fato.
A base para isso? Dedicação, silêncio, reflexão,
disciplina, muita disciplina.quarta-feira, maio 23, 2012
sexta-feira, maio 04, 2012
Comédia da vida privada
A pessoa acorda às 6:00hs, dá atenção à gata carente,
arruma a cama, toma banho, cuida dos gatos (2x), separa a lista de lanches do
dia pra levar pro trabalho, e as vitaminas também, fica feliz porque a filhota
acordou mais cedo que ela, já está de banho tomado, lanche separado, penteada,
linda e de uniforme, prontinha pra ir pra escola, se arruma, tira da forma e
põe no pote o pão que fez na noite anterior para compartilhar com o pessoal no
escritório, leva a filhota na escola e já vai pro trabalho. Vai ao banco
(porque tinha que sacar o pagamento de sua ajudante), volta na escola pra
deixar R$40,00 que a filha queria pra comprar um livro, na porta da escola a
filha lembra que esqueceu de levar 2 ovos para a receita que farão naquele dia,
e a melhor amiga também esqueceu as bananas; a pessoa sai da escola pela
segunda vez, vai ao mercado, compra banana, queijo e requeijão (estes 2 últimos
pra incrementar o pão no escritório), vai em casa deixa o $$$ da ajudante, pega
2 ovos e põe no pote na bolsa, nota que só pegou a sacola com a banana no
mercado, esquecendo o queijo e o requeijão, volta no mercado pra buscar o que
foi esquecido, passa na escola, deixa os ovos e a banana, e, enfim, pega o
metrô e chega no trabalho, 8:30hs. Já suando, nesse frio.
Comédia da vida privada numa maratona matutina.
(Sorte que o pão integral estava quentinho ao chegar aqui e que,
com requeijão e queijo minas, estava uma delícia!)
"E é por isso que a partir de hoje eu não choro mais, só rio."
"E é por isso que a partir de hoje eu não choro mais, só rio."
quinta-feira, março 08, 2012
Como você comemorou o Dia da Mulher?
Ralando muito! :-) Acordei 5:40hs pro 1º expediente em casa (cuidar dos gatos, fazer café da manhã, dar um jeito nas coisas da casa), fui pro escritório "matar alguns leões" (2º expediente), fiquei sem almoço, saí correndo pra buscar a filhota na escola e levar à dentista, curti muito a consulta e a expectativa da pequena pra colocar o 1º aparelho nos dentes, tomamos um sorvete delicioso (com um pesinho na consciência porque saí da dieta que faço faz 5 semanas pra perder os 7Kg que ganhei por parar de correr e comer mais doces do que devia), deixei a linda na escola, voltei pro trabalho pra "matar um dragão", saí de lá pregada e fui pro "sacrossanto" silêncio do LAR VAZIO (tudo que eu queria naquela hora), tomei um banho renovador e fui pegar a pequena na escola, fomos na Leader comprar lembrancinhas que ela tinha que levar pra escola no dia seguinte (aniversário de amiguinhos), fomos ao mercado e enfim, CASA de novo. 3º expediente: cuidei dos gatos de novo, conversei sobre o dia com meu namorado, fiz jantar, estudei Ciências com a Aninha pra prova de amanhã, servi os pratos, jantamos, arrumei as coisas pra amanhã, conversei um pouco com meu namorado que, é claro, também merecia mais da minha atenção, tomei mais um banho e fui deitar 23:00hs. Cansada, ainda MUITO agitada, mas muito feliz de todas as atividades do dia, com tudo de MUITO bom e de um pouco ruim que aconteceu. UFA! (Alguém leu tudo? Hehehehehe)
Enfim, um dia básico na rotina diária da mulher moderna!
Se foi uma boa comemoração? SIM, vivi como vivo todo dia, vivi como se vive um Dia da Mulher.
Enfim, um dia básico na rotina diária da mulher moderna!
Se foi uma boa comemoração? SIM, vivi como vivo todo dia, vivi como se vive um Dia da Mulher.
terça-feira, dezembro 27, 2011
2012
É realmente uma pena que a gente só aprenda a dar valor a certas coisas depois de muito tempo passado em convivência com elas... Muitas vezes quando já não há tempo para vivê-las...
Quanto tempo a gente perde da vida, quando podia viver com qualidade, todos nós.
É uma pena que a gente aprenda a amar certas pessoas só quando está perto delas se irem dessa vida temporária na qual estamos.
É uma pena que a gente não saiba dar valor e reconhecer o quanto de amor, carinho e atenção muitas vezes recebemos de alguém... Que a gente demore tanto pra aprender a se valorizar, a se cuidar, se respeitar também!
Que não seja tarde para realmente aprender a viver! - É meu desejo e voto para 2012 (para mim e para todos!)!

“Viver é uma queda horizontal” (...) Tudo o que a gente faz na vida, até o amor, a gente faz no trem expresso que caminha para a morte.” [Jean Cocteau, em Ópio]
Quanto tempo a gente perde da vida, quando podia viver com qualidade, todos nós.
É uma pena que a gente aprenda a amar certas pessoas só quando está perto delas se irem dessa vida temporária na qual estamos.
É uma pena que a gente não saiba dar valor e reconhecer o quanto de amor, carinho e atenção muitas vezes recebemos de alguém... Que a gente demore tanto pra aprender a se valorizar, a se cuidar, se respeitar também!
Que não seja tarde para realmente aprender a viver! - É meu desejo e voto para 2012 (para mim e para todos!)!

“Viver é uma queda horizontal” (...) Tudo o que a gente faz na vida, até o amor, a gente faz no trem expresso que caminha para a morte.” [Jean Cocteau, em Ópio]
terça-feira, novembro 22, 2011
Liberdade e Passes-livre da Vida
Não é que eu não tenha feito mais nada da vida a não ser trabalhar, mas de fato eu tenho trabalhado bem mais e tenho estado muito mais focada no uso da Internet para o que realmente é necessário, e vivido muito mais fora do mundo virtual. (Hip Hip Urra! Mais livre do vício!)
Tenho visto tantos filmes que eu acho que para fazer uma lista só juntando os bilhetes das entradas do cinema e pedindo ajuda à locadora pra tirar um relatório do sistema deles... (Filme continua sendo uma paixão.) Mas sabe quando você não tem paciência para sentar e escrever resenha de filme, registrar no papel ou no teclado a referência do filme na sua vida?
Pois bem, ontem assisti PASSE LIVRE... Uma comédia sobre relacionamentos. Casais casados de longa data, com filhos e alguns velhos clichês... Mulher que finge prazer, que finge estar dormindo quando o marido vai deitar para fugir dos apelos sexuais dele, a decepção do homem que casa achando que teria mais sexo e vê que na verdade o evento se torna mais raro, mulher reclamando que o homem não a entende, realmente homem sendo pouco sensível às coisas femininas, desejando mulheres além da esposa, os filhos que atrapalham a noite de amor do casal, coroa querendo sair com garotão e pensando que ele vai se apaixonar quando na verdade ele nem correria o risco de desfilar com ela à tira-colo, pelos anos de diferença, e por aí vai.
Depois de muito aprontarem os maridos ganham um passe livre: uma semana livre das obrigações do casamento, onde as mulheres estarão longe e eles poderão fazer o que quiserem.
Os garanhões, depois de 15 ou 20 anos de casamento, de vida, de estarem fora das pistas, de terem aprendido outras coisas, de até desejarem outras coisas, descobrem que já não têm mais a disposição, o conhecimento, a cara de pau e a virilidade de seus 20 anos. O que poderia ser uma semana de luxúria e desfrute vira uma semana de tropeços, mal-entendidos, foras, trapalhadas, orgia alimentar (com qualidade zero) e se relembram o quão difícil é para um homem estar no "mercado", "caçando".
As mulheres que tanto reclamavam dos maridos ausentes, ávidos por sexo, insensíveis, descobrem que na verdade eles eram muito melhores e melhores companheiros do que elas lembravam. Todos, homens e mulheres, pensam algumas vezes, durante o que veio a ser uma longa semana, desfazer o trato do passe livre.
Mas o mais legal do filme é a conclusão final (a qual muitos de nós já sabemos, mas teimamos em "esquecer" ou ignorar): a gente desdenha quando tem e sente falta quando perde. Assim é pra maioria das coisas em nossas vidas, para quase todo relacionamento que desenvolvemos.
Quando é que vamos parar de querer o que não temos?
De achar que a grama do vizinho é sempre mais verde?
De desdenhar do tanto que conquistamos?
De perder tempo precioso de nossas vidas e de deixar de viver ao máximo com quem amamos?
Sei não... Mas já passou da hora de abrirmos os olhos!
Relacionamentos longos são íntimos, são complexos, exigem tempo, dedicação, aceitação, perdão, paciência, alguma doação, alguma solidão a dois, mas trazem conforto, cumplicidade, conhecimento, calma, perspectiva, segurança, amor quando a gente de dedica a cultivar tudo isso.
Escolher estar e viver com alguém, dividir a vida, ter filhos, criá-los, não é deixar de ter liberdade, é mudar o foco do seu umbigo para um objetivo maior, a dois, em família.
Ou alguém acha que só pelo fato de estar solteiro se é livre?
(Aliás, meu pai sempre me dizia que a liberdade da gente termina quando começa a liberdade do outro, seja lá em que assunto for.)
Pensando...
Hora de sair daqui e ir esquentar a comida para ele que já já chegará de um dia de trabalho e de uma longa aula! (Coisinhas boas da vida em família!)
Boa noite e até.
segunda-feira, agosto 22, 2011
A Árvore da Vida
(Sexta passada fomos ver o filme "A Árvora da Vida". Quando postei no Facebook que ia assistir esse filme, surgiram comentários bem diferentes.
Acabei motivada a escrever o LONGO texto abaixo.
Leia se tiver paciência!)
Eis um filme que fui assistir sem saber o que esperar. O nome me remetia a várias coisas, desde a capa de um livro de Zoologia que usei na faculdade, até as aulas do curso de Introdução à Cabala que fiz faz alguns anos. Achei lindo o cartaz de divulgação que vi no cinema faz algumas semanas, Brad Pitt e Sean Penn no elenco, a crítica de uma amiga que achou péssimo e o pedido de opinião pós-filme de outra amiga, ansiosa, que planeja ver o filme neste final de semana. Enfim, tudo para ser muito bom, ou muito ruim.
O filme começa com um provérbio de Jó que pergunta onde estávamos quando as belezas do mundo foram criadas, fala do irmão, da mãe e do pai. Logo depois me cativa com cenas de campo onde uma menina ruiva, brincando com animais, conta que as freiras a ensinaram que existem dois caminhos na vida: o da graça e o da natureza. No primeiro o amor, o perdão e a esperança levam a felicidade. No segundo, a natureza rainha força a tudo e a todos a serem como ela deseja, imperiosa; enquanto o mundo resplandece em amor, quem segue nesse caminho mantem-se cego na busca de controle, em vão.
Ela cresce e vemos sua família: um marido, três filhos e uma casa aconchegante num bairro tranquilo dos EUA. O marido aparentemente é bem sucedido, o lar parece feliz, os meninos brincam numa árvore no quintal. A felicidade é interrompida por uma carta (ou seria resultado de um exame?) recebida pela mãe. Ela chora, desequilibrada, liga para o marido, que no trabalho recebe a notícia com pesar. Logo entendemos que um dos filhos virá a falecer.
A perfeição do lar se vê abalada pelo ocorrido. O pai questiona-se sobre a maneira como tratava o filho falecido, o irmão mais velho sente falta do menor que até pouco tempo era o favorito da casa e lhe causava raiva, a mãe questiona Deus, tudo que eles fizeram de correto, e a justiça da vida.
Ela sofre, o marido não sabe como aplacar a dor da esposa... O que sente uma mãe numa hora dessas? Como alguém pode ajuda-la? As cenas dos amigos e familiares que tentam apoiá-la são lamentáveis quando percebemos que palavra nenhuma ajuda nessa hora. Eu sempre preferi o silencio.
Ela não se conforma, não há resignação.
Contração de cena, expansão. Um casal adulto está no quarto, um quarto de outro tempo - atual. A casa é enorme, perfeita, moderna. Sem dúvida são ambos executivos bem sucedidos. Ela com um olhar triste, ele com um olhar distante, a agonia é nítida e a ordem mantida sob o silencio tem um limite tênue que a leva ao caos.
Em uma grande empresa o homem tem uma série de reuniões, agoniado não se concentra em nada. Sua mente vaga pela infância, nas lembranças dos irmãos, da mãe. Distrai-se olhando as mulheres da empresa, fala ao celular com o pai. Pede desculpas pela maneira com a qual falou com ele, por ter sido ríspido quando não devia. Seu coração não lhe dá trégua, a consciência menos ainda.
Acendem uma vela.
Daí por diante o filme muda de caminho e creio que é nessa hora que a maior parte da plateia se perde. Dos questionamentos da mulher sobre Deus, conforme ela lança perguntas ao céu, as imagens vão mudando do foco no cotidiano humano, à natureza, da natureza ao espaço, do espaço ao infinito, do micro, para o macro. Aqui meus amigos geólogos e biólogos logo devem entender onde vamos parar – no surgimento do universo, na concentração de tudo, na contração da matéria e na grande explosão que deu origem ao universo. Formação da galáxia, dos planetas, explosões solares, a Terra inóspita, lava de vulcões. Resfriamento da Terra, formação de água, cianofíceas, oxigênio, vida em pequena escala, algas, mitocôndrias passando a viver dentro de uma célula, formação de DNA, os primeiros seres moles, peixes, repteis. A Terra habitável, com rica vegetação. Do espaço vêm os meteoros que caem sob a Terra, enchem tudo de poeira, revoltam as águas. Tudo regado à música clássica (aliás, a trilha sonora do filme é perfeita!).
Voltamos à história da família – o homem se pergunta quando foi que ele passou a sentir o mundo através dela e a cena é de quando se conheceram, ainda jovens, no namoro, casamento, primeira gravidez, trabalho, viagem, parto. A mãe cuidando do primeiro bebê, dedicação total. Uma vida feliz. O primeiro filho cresce saudável, com amor e atenção. As brincadeiras, o primeiro passo, primeiras palavras, perguntas. Segunda gravidez, parto, a revolta do primeiro filho com ciúmes do segundo. A mãe tentando acalmar e agradar a todos. Terceira gravidez, mais um filho. O mundo já não é mais tão romântico e perfeito, o pai tenta a força e impacientemente, por o bebê pra dormir, ele chora. A mulher cuida da casa.
Os meninos crescem, ora em ambiente feliz e perfeito, ora em meio a brigas e cobranças de um pai exigente e crítico. Enquanto a mãe é doce, ingênua e carinhosa, o pai é áspero, forte, racional, cheio de verdades, de regras e tenta ensinar os filhos a viver em um mundo cruel. Mal sabe que é ele mesmo a primeira fonte da maldade para os filhos.
Crescendo os meninos se deparam com a violência da vida, com as injustiças, as diferenças e as indiferenças diante do que jamais poderia deixar de ser notado. Morte. Turbilhão de sentimentos. Aquilo que não pode ser dito, perguntado ou discutido.
Do carinho da mãe para os filhos, do seu silencio diante das atitudes violentas do pai crítico, do medo das crianças, dos sentimentos ainda confusos em seus corações, ao dia-a-dia que passa sem que se dê razão ao que importa, sem que se viva quem se ama, até a análise de contraponto entre carinho, autoridade e respeito, e medo e coação, até os conflitos de um casamento, os conflitos que passam na mente de um jovem que entra na adolescência. Da insegurança de um irmão que vê e sente o outro irmão como preferido, perfeito e amado em detrimento a ele mesmo, do medo de não ser aceito pelos pais, do medo de não ser bom pra vida, até a cobiça de uma menina, o fascínio e a curiosidade pelo proibido, o efeito de grupo nos jovens, até a necessidade que temos de afirmarmo-nos... O filme passeia em tudo que pode haver na vida de alguém.
Vemos um homem que na pressão e na urgência de ser querido, amado por sentir-se e ser necessário, importante, afoga-se na distancia, na frieza, nas cobranças, no controle, abuso e violência, no desamor. Que sabe tudo do mundo, orgulha-se de ter a patente de 27 produtos diferentes, mas no entanto queria ter sido músico e tem que perguntar ao filho se ele o ama, porque espontaneamente não ouviria declaração alguma, pede beijo e abraça sem ser abraçado. Vemos esse mesmo homem se tornar humano, reconhecidamente falho, pedir perdão ao filho por talvez haver sido rígido demais, reconhecer que não se orgulha disso e colocar-se de igual para igual com o filho quando este assume-se mais parecido com ele do que com a mãe, contando ao pai que tem tudo de ruim que ele mesmo tem. (É nas fraquezas, nos defeitos e erros que nos tornamos mais e mais semelhantes.)
O executivo de sucesso, agoniado, que vim a notar ser o irmão mais velho, igual ao pai, passeia num deserto, busca o irmão menor falecido em suas memórias. Segue uma mulher buscando a própria mãe também, chega à beira do mar, raso e tranquilo onde muitas pessoas desconhecidas caminham. Andam, andam, andam. Aos poucos vemos contornos de entes queridos. Irmão, pai, mãe. Anjos envolvem a mulher. Eles se encontram como família, nota-se o alívio e a calma em seus olhares, o reconhecimento das histórias vividas, o alento das memórias compartilhadas, a felicidade de vê-los todos sãos, juntos. A mãe abraça cada um dos filhos. Beija seu marido, vê nele o sorriso de quando ainda eram felizes. Unidos, sentem-se plenos uma vez mais. Voltam os anjos a cuidar da mãe, depois da longa caminhada, ela enfim, resignada, de volta ao caminho da graça e leve, entrega à Deus seu filho.
Céu. Deus. Universo. Contração de cena, cenário negro, uma chama ao fundo.
FIM.
Eu não pretendia descrever o filme, acabar com a surpresa de ninguém, mas acho que era a melhor maneira de dizer como este filme diz muito. É uma maneira diferente de falar sobre a vida, de analisar o que fazemos dela, como a escolhemos viver. De onde viemos, pra onde vamos. O que é Deus, se há um Deus, que papel está destinado para cada um de nós?
Acho que mesmo lendo este texto você que for o ver o filme o verá e sentirá diferente.
Talvez, como alguns na sessão que assisti, você dê gargalhada no final. Talvez agradeça porque acabou, talvez, na verdade, saia antes do fim. Talvez você não entenda nada e goste apenas da fotografia e da trilha sonora. Talvez você entenda tudo diferente, talvez os detalhes importantes para você sejam outros. O bom de um filme assim é que cada um pode entender como quiser e não correr o risco de estar errado.
Para mim foi uma aula. Foi um despertar diferente de percepção. Uma descoberta.
Acabei motivada a escrever o LONGO texto abaixo.
Leia se tiver paciência!)
Eis um filme que fui assistir sem saber o que esperar. O nome me remetia a várias coisas, desde a capa de um livro de Zoologia que usei na faculdade, até as aulas do curso de Introdução à Cabala que fiz faz alguns anos. Achei lindo o cartaz de divulgação que vi no cinema faz algumas semanas, Brad Pitt e Sean Penn no elenco, a crítica de uma amiga que achou péssimo e o pedido de opinião pós-filme de outra amiga, ansiosa, que planeja ver o filme neste final de semana. Enfim, tudo para ser muito bom, ou muito ruim.
O filme começa com um provérbio de Jó que pergunta onde estávamos quando as belezas do mundo foram criadas, fala do irmão, da mãe e do pai. Logo depois me cativa com cenas de campo onde uma menina ruiva, brincando com animais, conta que as freiras a ensinaram que existem dois caminhos na vida: o da graça e o da natureza. No primeiro o amor, o perdão e a esperança levam a felicidade. No segundo, a natureza rainha força a tudo e a todos a serem como ela deseja, imperiosa; enquanto o mundo resplandece em amor, quem segue nesse caminho mantem-se cego na busca de controle, em vão.
Ela cresce e vemos sua família: um marido, três filhos e uma casa aconchegante num bairro tranquilo dos EUA. O marido aparentemente é bem sucedido, o lar parece feliz, os meninos brincam numa árvore no quintal. A felicidade é interrompida por uma carta (ou seria resultado de um exame?) recebida pela mãe. Ela chora, desequilibrada, liga para o marido, que no trabalho recebe a notícia com pesar. Logo entendemos que um dos filhos virá a falecer.
A perfeição do lar se vê abalada pelo ocorrido. O pai questiona-se sobre a maneira como tratava o filho falecido, o irmão mais velho sente falta do menor que até pouco tempo era o favorito da casa e lhe causava raiva, a mãe questiona Deus, tudo que eles fizeram de correto, e a justiça da vida.
Ela sofre, o marido não sabe como aplacar a dor da esposa... O que sente uma mãe numa hora dessas? Como alguém pode ajuda-la? As cenas dos amigos e familiares que tentam apoiá-la são lamentáveis quando percebemos que palavra nenhuma ajuda nessa hora. Eu sempre preferi o silencio.
Ela não se conforma, não há resignação.
Contração de cena, expansão. Um casal adulto está no quarto, um quarto de outro tempo - atual. A casa é enorme, perfeita, moderna. Sem dúvida são ambos executivos bem sucedidos. Ela com um olhar triste, ele com um olhar distante, a agonia é nítida e a ordem mantida sob o silencio tem um limite tênue que a leva ao caos.
Em uma grande empresa o homem tem uma série de reuniões, agoniado não se concentra em nada. Sua mente vaga pela infância, nas lembranças dos irmãos, da mãe. Distrai-se olhando as mulheres da empresa, fala ao celular com o pai. Pede desculpas pela maneira com a qual falou com ele, por ter sido ríspido quando não devia. Seu coração não lhe dá trégua, a consciência menos ainda.
Acendem uma vela.
Daí por diante o filme muda de caminho e creio que é nessa hora que a maior parte da plateia se perde. Dos questionamentos da mulher sobre Deus, conforme ela lança perguntas ao céu, as imagens vão mudando do foco no cotidiano humano, à natureza, da natureza ao espaço, do espaço ao infinito, do micro, para o macro. Aqui meus amigos geólogos e biólogos logo devem entender onde vamos parar – no surgimento do universo, na concentração de tudo, na contração da matéria e na grande explosão que deu origem ao universo. Formação da galáxia, dos planetas, explosões solares, a Terra inóspita, lava de vulcões. Resfriamento da Terra, formação de água, cianofíceas, oxigênio, vida em pequena escala, algas, mitocôndrias passando a viver dentro de uma célula, formação de DNA, os primeiros seres moles, peixes, repteis. A Terra habitável, com rica vegetação. Do espaço vêm os meteoros que caem sob a Terra, enchem tudo de poeira, revoltam as águas. Tudo regado à música clássica (aliás, a trilha sonora do filme é perfeita!).
Voltamos à história da família – o homem se pergunta quando foi que ele passou a sentir o mundo através dela e a cena é de quando se conheceram, ainda jovens, no namoro, casamento, primeira gravidez, trabalho, viagem, parto. A mãe cuidando do primeiro bebê, dedicação total. Uma vida feliz. O primeiro filho cresce saudável, com amor e atenção. As brincadeiras, o primeiro passo, primeiras palavras, perguntas. Segunda gravidez, parto, a revolta do primeiro filho com ciúmes do segundo. A mãe tentando acalmar e agradar a todos. Terceira gravidez, mais um filho. O mundo já não é mais tão romântico e perfeito, o pai tenta a força e impacientemente, por o bebê pra dormir, ele chora. A mulher cuida da casa.
Os meninos crescem, ora em ambiente feliz e perfeito, ora em meio a brigas e cobranças de um pai exigente e crítico. Enquanto a mãe é doce, ingênua e carinhosa, o pai é áspero, forte, racional, cheio de verdades, de regras e tenta ensinar os filhos a viver em um mundo cruel. Mal sabe que é ele mesmo a primeira fonte da maldade para os filhos.
Crescendo os meninos se deparam com a violência da vida, com as injustiças, as diferenças e as indiferenças diante do que jamais poderia deixar de ser notado. Morte. Turbilhão de sentimentos. Aquilo que não pode ser dito, perguntado ou discutido.
Do carinho da mãe para os filhos, do seu silencio diante das atitudes violentas do pai crítico, do medo das crianças, dos sentimentos ainda confusos em seus corações, ao dia-a-dia que passa sem que se dê razão ao que importa, sem que se viva quem se ama, até a análise de contraponto entre carinho, autoridade e respeito, e medo e coação, até os conflitos de um casamento, os conflitos que passam na mente de um jovem que entra na adolescência. Da insegurança de um irmão que vê e sente o outro irmão como preferido, perfeito e amado em detrimento a ele mesmo, do medo de não ser aceito pelos pais, do medo de não ser bom pra vida, até a cobiça de uma menina, o fascínio e a curiosidade pelo proibido, o efeito de grupo nos jovens, até a necessidade que temos de afirmarmo-nos... O filme passeia em tudo que pode haver na vida de alguém.
Vemos um homem que na pressão e na urgência de ser querido, amado por sentir-se e ser necessário, importante, afoga-se na distancia, na frieza, nas cobranças, no controle, abuso e violência, no desamor. Que sabe tudo do mundo, orgulha-se de ter a patente de 27 produtos diferentes, mas no entanto queria ter sido músico e tem que perguntar ao filho se ele o ama, porque espontaneamente não ouviria declaração alguma, pede beijo e abraça sem ser abraçado. Vemos esse mesmo homem se tornar humano, reconhecidamente falho, pedir perdão ao filho por talvez haver sido rígido demais, reconhecer que não se orgulha disso e colocar-se de igual para igual com o filho quando este assume-se mais parecido com ele do que com a mãe, contando ao pai que tem tudo de ruim que ele mesmo tem. (É nas fraquezas, nos defeitos e erros que nos tornamos mais e mais semelhantes.)
O executivo de sucesso, agoniado, que vim a notar ser o irmão mais velho, igual ao pai, passeia num deserto, busca o irmão menor falecido em suas memórias. Segue uma mulher buscando a própria mãe também, chega à beira do mar, raso e tranquilo onde muitas pessoas desconhecidas caminham. Andam, andam, andam. Aos poucos vemos contornos de entes queridos. Irmão, pai, mãe. Anjos envolvem a mulher. Eles se encontram como família, nota-se o alívio e a calma em seus olhares, o reconhecimento das histórias vividas, o alento das memórias compartilhadas, a felicidade de vê-los todos sãos, juntos. A mãe abraça cada um dos filhos. Beija seu marido, vê nele o sorriso de quando ainda eram felizes. Unidos, sentem-se plenos uma vez mais. Voltam os anjos a cuidar da mãe, depois da longa caminhada, ela enfim, resignada, de volta ao caminho da graça e leve, entrega à Deus seu filho.
Céu. Deus. Universo. Contração de cena, cenário negro, uma chama ao fundo.
FIM.
Eu não pretendia descrever o filme, acabar com a surpresa de ninguém, mas acho que era a melhor maneira de dizer como este filme diz muito. É uma maneira diferente de falar sobre a vida, de analisar o que fazemos dela, como a escolhemos viver. De onde viemos, pra onde vamos. O que é Deus, se há um Deus, que papel está destinado para cada um de nós?
Acho que mesmo lendo este texto você que for o ver o filme o verá e sentirá diferente.
Talvez, como alguns na sessão que assisti, você dê gargalhada no final. Talvez agradeça porque acabou, talvez, na verdade, saia antes do fim. Talvez você não entenda nada e goste apenas da fotografia e da trilha sonora. Talvez você entenda tudo diferente, talvez os detalhes importantes para você sejam outros. O bom de um filme assim é que cada um pode entender como quiser e não correr o risco de estar errado.
Para mim foi uma aula. Foi um despertar diferente de percepção. Uma descoberta.
quinta-feira, julho 14, 2011
Precisamos nos reencantar!
"Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com... o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade. (...) Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros da infância. Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos (...)."
[Manoel de Barros]
Roubado do FB de minha amiga de escola Danielle Calandino!
Adorei o texto... Fez lembrar do quintal da minha casa, onde cresci, em Jacarepaguá... Do terreno baldio onde soltávamos pipa, da vila que brincava com meu irmão e nosso amigo Bruno. Da banheira de ferro "vintage" com o Flamboyant plantado dentro, sua folhas pequenas e as flroes vermelhas! Dos coelhos nas gaiolas do quintal... Das dezenas de aquários que lavávamos no final de semana com meu pai e minha mãe. Do cheiro de creolina de quando lavávamos o quintal... Das galinhas, do pé de maracujá que subia pelo arame que meu pai amarrou e que atraía as broboletas cor de laranja e preto... do cachorro Scooby que viveu com a gente desda infância até a adolescência! Dos passarinhos de meu pai, trinca-ferro, sabiá, canarinho, azulão... Nossa, quanta memória só de lembrar da palavra QUINTAL.
Saudade.
[Manoel de Barros]
Roubado do FB de minha amiga de escola Danielle Calandino!
Adorei o texto... Fez lembrar do quintal da minha casa, onde cresci, em Jacarepaguá... Do terreno baldio onde soltávamos pipa, da vila que brincava com meu irmão e nosso amigo Bruno. Da banheira de ferro "vintage" com o Flamboyant plantado dentro, sua folhas pequenas e as flroes vermelhas! Dos coelhos nas gaiolas do quintal... Das dezenas de aquários que lavávamos no final de semana com meu pai e minha mãe. Do cheiro de creolina de quando lavávamos o quintal... Das galinhas, do pé de maracujá que subia pelo arame que meu pai amarrou e que atraía as broboletas cor de laranja e preto... do cachorro Scooby que viveu com a gente desda infância até a adolescência! Dos passarinhos de meu pai, trinca-ferro, sabiá, canarinho, azulão... Nossa, quanta memória só de lembrar da palavra QUINTAL.
Saudade.
sexta-feira, junho 03, 2011
Regis Falcão
Meu amigo virtual real do Piauí...
Tantas noites online, tantas palavras, páginas, sentimentos e imagens compartilhados
Banco, História, Filosofia, Direito...
Fotografia.

Orgulho meu.
Visite: Portfolio do Regis Falcão...
Tantas noites online, tantas palavras, páginas, sentimentos e imagens compartilhados
Banco, História, Filosofia, Direito...
Fotografia.

Orgulho meu.
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quinta-feira, maio 26, 2011
Felicidade
... As pessoas buscam a felicidade como única forma de realização da vida, mas existem outras coisas... Se não houvesse essa pressão dos outros e da gente por ser feliz, até que podíamos viver muito bem sem ser felizes, mas sendo plenos, ou realizados, ou úteis, ou resilientes etc. ...
Depois que escrevi isso, li de minha mãe:
"É no que acredito... Não precisamos SER FELIZ O TEMPO TODO... Precisamos ter esta sensação de utilidade, plenitude e realização... Conseguindo esta consciência, sem nem notarmos, nos pegamos felizes...
Daí, daí a um pouco, acontecem coisas para nos fazerem correr atrás de novo... Ralar de novo... Sofrer um pouquinho de novo... E, quando conseguimos a paz(zinha) novamente... As coisinhas no lugar de novo... Vemos o quão somos úteis, plenos, realizados... E volta a felicidade outra vez..."
É isso aí mãe!!! Nem preciso escrever mais nada!!!
Depois que escrevi isso, li de minha mãe:
"É no que acredito... Não precisamos SER FELIZ O TEMPO TODO... Precisamos ter esta sensação de utilidade, plenitude e realização... Conseguindo esta consciência, sem nem notarmos, nos pegamos felizes...
Daí, daí a um pouco, acontecem coisas para nos fazerem correr atrás de novo... Ralar de novo... Sofrer um pouquinho de novo... E, quando conseguimos a paz(zinha) novamente... As coisinhas no lugar de novo... Vemos o quão somos úteis, plenos, realizados... E volta a felicidade outra vez..."
É isso aí mãe!!! Nem preciso escrever mais nada!!!
terça-feira, abril 12, 2011
Exemplos do errado

Ontem assisti o filme "VIPs" no cinema, faz um tempo assisti "Bruna Surfistinha"...
Saí do cinema ontem pensando: será que é só isso que se quer mostrar do Brasil?
Tirando os filmes pelo centenário do Chico Xavier e o "Lixo Extraordinário" (este último imperdível!), a maioria dos filmes nacionais é sobre violência e gente safada, que tem uma vida nada exemplar, glorificando a malandragem e a sacanagem.
Semana passada fui ver um jogo de basquete de meu cunhadinho, no Fluminese - a partida era Municipal contra o dono da casa. Categoria sub-14.
Segundo jogo do time dele contra o time do Fluminense que assisto e me impressiona muito a mau-caratismo, a falta de educação e de ética do técnico dos meninos do Fluminense.
Nascida numa família quase TODA tricolor hoje em dia tenho pinimba com esse time e a torcida só pelo que vejo nas quadras de basquete nos jogos juvenis.
Um técnico que fala com o juiz como se tivesse conchavo com ele, que manda e desmanda dentro da quadra, que fala pro juiz mandar o técnico do outro time sentar de depois ri debochadamente na cara de todos porque, obviamente, o outro técnico teve que sentar... Um técnico que grita grosseiramente com os meninos de seu time, que bebe água e joga o copinho de plástico no chão quando fica com raiva de alguma ação da arbitragem, ou erro dos meninos do Fluminense... Que joga a toalha no chão também... Que não respeita as regras de espaço onde deve ficar durante o jogo, que segura o jogador do time adversário, atrapalhando-o, quando a bola sai e o jogador tem que colocar a bola em jogo novamente... Enfim, uma longa lista que define um comportamento que eu JAMAIS gostaria de ver num técnico que treinasse um filho meu com cerca de 13 anos...
Não gostei, não gosto... E, atualmente, ir ver jogo de basquete juvenil onde o Fluminense joga não é mais diversão pra mim.
(No mais, sobre mim: muito, mas muito trabalho... todos estes dias! Felizmente!!!)
quarta-feira, abril 06, 2011
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