quinta-feira, novembro 27, 2008

Criança, a Alma do negócio

Para quem tem filhos, para aqueles que pensam em ter e para aqueles que não pensam também, mas devem sempre refletir...

terça-feira, novembro 25, 2008

Vermelho



Vermelho de tudo que eu amo.
Vermelho das coisas que eu gosto.
Dos tons que eu lembro.
Vermelho de sangue.
De carne.
Das unhas.
Na pele.
Da minha camisola favorita.
Da nossa cor preferida.
Vermelho da vida pulsando.
Da dor latejante, de orgulho perene - presente.
Da noite, do espelho.
Na terra.
E na água.
Vermelho nas mãos.
Vermelho na boca.
Na minha... não na sua.
Parede vermelha.
Ventre vermelho.
Vermelho do sonho que terei essa noite.

sábado, novembro 15, 2008

Olhos de garoa paulista



"Os olhos dela sempre foram úmidos.
Olhos de garoa, de chuva, de tempestade.
Não que isso tenha sido um problema.
Ela sempre soube admirar a chuva.
Ela também aprendeu muito bem a lidar com a tempestade.
Na tempestade, mesmo encharcada, mesmo quando há enxurrada, ela se refaz...
Afinal, é preciso aprender a sair inteiro de uma tempestade...
Algumas pessoas se aproximaram e deixaram que ela chovesse um pouco de si em suas vidas.
Outros se aproximaram dela e choveram no seu jardim!
Assim, ao longo dos encontros, ela conheceu diversos tipos de olhos...
Olhos de furacão, tão conflituosos.
Olhos de lince, tão penetrantes, tão perspicazes...
Olhos de ventania, livres, livres!
Mas, também conheceu outros olhos de chuva, como os seus.
E, por mais que chover seja bom, irriga, acalenta, ninguém pode chover sempre...
Então, distraída, certo dia, ela conheceu olhos de sol...
Olhos iluminados, intensos, profundos...
Olhos que lhe despertaram de um estado de latência...
Olhos que lhe devolveram o sorriso...
Olhos que lhe trouxeram esperança e lhe fizeram acreditar que lutar por alguém realmente vale a pena!
Olhos únicos, mágicos.
Tudo se tornou tão ensolarado!
Quando seus olhares se cruzaram nada mais que fagulha, centelha...
Quando seus olhos se cruzaram nada mais que alegria, que delicadeza, que afinidades, que entrega, que absoluto e completo encaixe...
O encontro daqueles olhares afastou as nuvens que estavam encalhadas nos arrecifes;
afastou eventuais nuvens negras que ensaiaram se aproximar...
Aqueles olhos, juntos, se bastavam!
Hoje, há troca de olhares...
Chove de leve na vida dele, enquanto há sol na vida dela. Sim, enquanto ela chove baixinho, ele ilumina, e um arco liga as íris...
E as cores, enfim, habitam aqueles dois olhos de garoa paulista..."


(Recebi de um amigo... E ele disse que acha que a autora é Raíssa Reis, mas não tem certeza, vai confirmar ainda. Achei tão lindo... Esse menino tem sensibilidade e sabe mais do que me passa do que eu imagino. Obrigada RA!)

sexta-feira, novembro 14, 2008



“DESFRUTE TUDO QUE É, ANTES QUE JÁ NÃO É MAIS!”

Tem umas frases que a gente escuta ou lê quando criança que ficam na cabeça. Não sei se é pelo momento em que se lê ou escuta, se é por quem diz, se é porque a frase é boa mesmo, ou se é porque ser humano é algo estranho... Mas elas ficam. Essa frase aí de cima é uma dessas pra mim.
Li quando pequena num álbum de figurinhas e volta e meia ela vem.
Hoje veio assim, colorida e com uma cara de criança sapeca e pintada com tinta.
Podem me perguntar numa manhã nublada e chuvosa como a de hoje, como essa alegria toda... E eu terei que explicar que hoje é sexta, que tempo nublado não é ruim nem feio (muito pelo contrário!) e que por mais que a gente veja coisas ruins, tristes e difíceis a todo momento, sempre há muito e mais coisas melhores e mais alegres, mais felizes (mesmo que nem sempre muito mais fáceis!) no mundo.
Diante de um copo pela metade você pensa “o copo está meio cheio!” ou “o copo está meio vazio!”?
Eu penso: este é um copo cheio de alguma coisa e cheio de espaço para mais alguma coisa, com um sem-fim de possibilidades, basta eu inventar!
Boa sexta!
Bom final de semana!
E bons pensamentos!
(O resto vem daí!)

quarta-feira, novembro 12, 2008

Pela Luz



“Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra...
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra...
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar”

Precisa se...
Precisa-se...

[Letra de Pela Luz dos Olhos Teus, autoria de Tom Jobim e Miúcha]

** Ouvindo essa música pela manhã, com o sol invadindo a sala pela janela vindo de entre as nuvens, a alegria de saber que hoje vou ver alguém que amo, e impressionada como algumas músicas podem dizer tanto sobre a alma da gente. Olhos... Precisam se... Precisa-se... Muito, todo dia, pra ontem e pra sempre, enquanto for. Tom é muuuuuuita coisa.

quinta-feira, novembro 06, 2008

PLMDMC

pseudo-loucura
meio desmedida
mas muito consciente

sábado, novembro 01, 2008

Coisas de mim hoje




"Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona no dia de Domingo procurando novas drogas de aluguel neste vídeo coagido! É pela paz que eu não quero seguir..."


"Liberdade é um pouco de tudo que nos satisfaz..."


"O que te guarda, a lei dos homens. O que me guarda, a lei de Deus. Não abro mão da mitologia negra para dizer que eu não pareço com você!"



**Imagem do site do Chris Yates (http://www.chrisyates.net/store/puzz.html) - que tipo de arte linda!

sexta-feira, outubro 24, 2008

Estranho



Eu sou estranha!
Meu pensamento é estranho...
Meu paladar é estranho...
Minha pele é estranha...
Meu olhar é estranho...


(ESTRANHO, do Lat. extraneu - adj. 1. Fora do comum; desusado; anormal. 2. Que é de fora; estrangeiro; alheio. 3. Singular; extravagante. 4. Misterioso.
5. Censurável; repreensível; impróprio; livre; isento; arredio; esquivo. 6. Fís. Part. Diz-se de quark de carga elétrica -1/3.)

domingo, outubro 19, 2008



A simplicidade em buscar a felicidade nos torna mais alegres, mais livres, mais soltos.
Não, não é simplicidade de querer menos ou de não desejar muito, não é simplicidade de ser pobre de dinheiro e rico de amor, não é a simplicidade de ter muito dinheiro e comer um “PF” com arroz e fritas no horário de almoço do trabalho.
A simplicidade que questiono (ou da qual falo) é a simplicidade do olhar, a simplicidade do sentir, a simplicidade do escutar, a simplicidade do paladar, de inalar e tocar.
Resumindo, ou esticando, queria expressar a felicidade que me atravessa por eu estar redescobrindo algumas “sensibilidades” (simplicidades!) que a vida nos resolve mostrar em horas oportunas. Redescobrir o valor de um olhar e o que ele nos é capaz de mostrar, faz-nos descobrir a simplicidade do sentir – ou o que nos faz ter ou criar sensações em nosso cérebro referente às coisas que vemos ou simplesmente “sentimos”.
Admirar a beleza, que não necessariamente precisa ser a exterior, vulgarmente chamada “lataria” ;-), mas digo admirar a beleza de um sorriso dado naturalmente, de um sorriso arrancado por quem mais desejava lhe ver sorrir... Admirar o olhar, a maneira de se apresentar, admirar a forma de alguém se expressar...
Isso me faz relembrar a simplicidade que há no sentido da visão.
Escutar é tão natural, é tão óbvio, é tão cotidiano (desculpe-me pela insensibilidade com os surdos - eu sei que escutar não é tão cotidiano assim para muitos!) que nos faz esquecer que sons simples da natureza humana podem ser mais harmônicos que músicas...
Pode parecer lugar comum, mas escutar uma gargalhada, uma palavra, um simples “oi” às vezes é razão suficiente para transformar o dia em mais “melodioso”...
O que mais me impressiona é descobrir que o tom compassado, rápido e curto de passos não faz só lembrar da simplicidade dos detalhes da audição, mas faz dar um sentido – impossível de explicar com simples palavras – para a imaginária visão desses passos estarem se dirigindo a mim.
Alusão aos outros simples “sentidos” da vida... Três deles combinados trazem a supremacia e o mais sublime da simplicidade humana perdida por grande parte das pessoas. Nada pode ser tão mais perfeito que inalar o perfume, ter o paladar único e a sentir a maciez da pele...
Tocar com intensidade não significa bater, não precisa ser pegar com força, não precisa ser com movimentos intensos e nem bruscos. Basta ser um movimento que seja ligeiro com a cabeça, rápido com as mãos, porém de uma proximidade que permite sentir ímpar perfume que a pele do outro emana suavemente.
Aos poucos essa combinação de sentidos traz o que deveríamos ter adotado em todos os dias de nossas vidas: sermos mais simples e justos, mais detalhistas e apurados conosco. Ter os sentidos aguçados pela simplicidade não significa olhar alguém e falar o óbvio... Ou adivinhar o perfume que se usa ao abraçar uma única vez uma pessoa... Simplicidade está em traduzir os diferentes tons de brilho dos olhos como palavras escritas pelo coração... Simplicidade está em sentir a maciez e a sinceridade de um abraço por inteiro... Simplicidade é saber quem se aproxima pela melodia dos passos... Simplicidade é sentir o gosto da pele com um único toque de lábios e saber diferenciá-la de qualquer outra que você já provou...
Com tudo isso vejo que de toda simplicidade humana os cinco sentidos são fundamentais, porém andam tão esquecidos que talvez o melhor mesmo seja encará-los como de uma simplicidade diferencial...
Afinal diferença maior faz quem consegue fazer os sentidos se tornarem simplesmente perfeitos. Tão perfeitos, tão despertos que em alguns momentos nos fazem esquecer de tudo à nossa volta. Tão simples...

sexta-feira, outubro 17, 2008

"Amores são sempre possíveis..."



(roubei a imagem no Google Images... não podia achar nada mais perfeito... porquinho e barbie... teria como ser mais possível?)