segunda-feira, dezembro 08, 2008

Reze...

"Reze para que essa seja sua vida sem você.
Reze para que suas filhas gostem dessa mulher que se chama como você.
E para que seu marido acabe por querê-la e que morem na casa ao lado, e que suas filhas sigam preocupadas em lavar as mãos. E que se lembrem apenas dessa mãe que dormia de dia e as levava para passear de canoa.
Reze para que tenham momentos de felicidade tão intensos que qualquer pesar pareça pequeno perto deles.
Reze mesmo sem saber porque e a quem, mas reze!
E não sinta falta pela vida que não terá... Porque lá, já estará morta, e os mortos não sentem nada. Nem se quer saudade."

Meu querido, Imagino que quando ouvir esta fita já saberá que estou morta... [...] Essas coisas... Quem sabe esteja irritado comigo, chateado, triste... Ou tudo junto.
Só quero que saiba que me apaixonei por você. Não me atrevi a lhe dizer porque pensei que de certo modo já o sabia e não me dei conta de como o tempo passa. Tempo é a única coisa que não me tem sobrado ultimamente.
A vida vale mais do que o que você pensa, meu amor. Eu sei porque você se apaixonou por mim e só conhece o que sobre mim? Uns 10%? 5% talvez? Se tivesse sabido tudo, quem sabe não teria gostado. Ou haveria gostado apesar disso. Já não cabe sabermos. Há uma última coisa, pelo amor de Deus, pinte as paredes e compre alguns móveis, certo? Não quero que a próxima mulher que leve à sua casa tenha uma idéia equivocada de você e acabe com tudo antes de lhe conhecer! Nem todas são tão loucas como eu! Adorei dançar
com você.

[Trechos do "Minha Vida Sem Mim", um dos melhores filmes que já vi na vida (não falo "o melhor" porque nunca sei o que é melhor de fato)... E do qual creio que já falei aqui - se não aqui neste blog, em algum outro que tive antes desse. Penso nele sempre, hoje acordei pensando mais. Escuto a trilha sonora sempre, hoje já escutei duas vezes.]

Um comentário:

Anônimo disse...

Que filme... pqp.


É assim mesmo.
A vida simplesmente continua apesar de seus numerosos fins aqui e ali. Continua mesmo sem ela, mesmo sem a gente. E como continua, acho que é isso que inquieta, que entristece. Acho que por um certo egoísmo, de querermos ser únicos e insubstituíveis. Mas é querer demais né?

Tudo que fazemos, que sentimos, que insistimos em compreender talvez não tenha qualquer significado, qualquer compreensão, qualquer entendimento e a gente fica aí tentando entender e explicar o inexplicável enquanto a vida segue.

Talvez o sentido seja ser como os livros que mais gostamos, a arte, nossas playlist de músicas, nossos amores mais bonitos... Seja apenas nos resgatar do inferno que seria viver sem assombros, sem encantamentos.

Suspirei fundo quando terminou o filme. E agora me pego pensando o que tenho feito, o que vou fazer.

E a vida continua...